Tuesday, December 1, 2009

Cingapura: um sonho de consumo

Cingapura já impressiona desde o aeroporto. Essa ilha, ao contrário de muitas do sudeste asiático, caracteriza-se pela alta industrialização – a cidade é moderna, limpa, organizada, extremamente segura e preparada para receber turistas endinheirados.

Deixei a humilde Bacolod ao meio dia, não sem certa melancolia; à noite encontro-me sozinha em um grande quarto de hotel, diria até luxuoso. Cadê todo mundo? Onde vamos jantar? Que iremos fazer? Novamente tive que acostumar-me a estar sozinha, quase desaprendi.

Como faria apenas um “stop” na impressionante cidade, não poderia perder nenhuma oportunidade de conhecê-la. Já quase me entregando ao sono, decidi ir ao Clark Quay, uma região de bares e discotecas onde todos jovens – em sua maioria europeus expatriados – encontram-se, divertem-se, bebem...

Tomei um taxi e dei-me conta de que os carros, como na Indonésia, Tailândia e Inglaterra, tem a direção no lado direito; eu nunca olhava para o lado certo na rua antes de atravessar, que susto! O carro do simpático motorista tinha até um “globo” de luzes neon, tocava música no clima de disco e ele não parava de orgulhar-se da segura e civilizada jovem cidade.

Bares com motivos lúdicos, fontes exageradas, música marcando o passo e gente “bonita” por toda parte - os poucos cingapurenses que circulavam mostravam-se bem ocidentalizados em trajes sexys, saias curtas, prontos para a “azaração”. Meus olhos acostumaram-se rapidamente com o brilho das luzes como de uma cidade grande. Comi um cachorro-quente e tomei um refrigerante de maracujá ao lado de um bar que se chamava “Clinic”, cuja ambientação – pasme – era de hospital! Coquetéis em bolsas de soro fisiológico sendo sugados, cadeiras-de-rodas substituindo as cadeiras tradicionais. Que gosto mais esquisito!

Caminhando encantada pelos bares, fui “caçada” por uma cingapurense que quis me apresentar a uns alemães (lógico, pensou que eu era uma alemã também). Um despedia-se da cidade, seus amigos vieram de longe para aproveitar e festejar. Não escapei e tive que aceitar a oferta de um chopp, depois nos divertimos em uma pista de dança esfumaçada. Satisfeita com a “noitada”, retornei ao hotel e pouco tempo depois ouvi o som do despertador anunciando que era hora de acordar para fazer o “day-tour” que havia comprado.

Em Cingapura falam-se vários idiomas: chinês, um dialeto do sul da Índia, malásio e inglês. Os chineses são maioria, 75% da população são descendentes deles, o que influencia demasiado a comida.

Passamos pelo bairro “Little India”, já decorado para festividades de final de ano hindus. As ruas de Cingapura também já promoviam o que tem de melhor – compras – em cenários de Natal – que acredito nem seja uma data importante para os locais, salvo pelas vendas.

Conhecemos o bairro chinês, onde visitei um templo budista e outro hindu. Passamos por várias ruas, dentre elas a luxuosa Orchad Road, onde imponentes Prada, Chanel, Dior e similares provocavam os consumistas mais abonados.

Na cidade não há camelôs, pedintes ou ambulantes, mas eu tinha ouvido falar da excelente “street food”. Perguntei à guia e ela me explicou que, na verdade, há centros de comida “populares” cuidadosamente organizados e limpos, onde são vendidas as refeições a um bom preço. Experimentei o “fried chicken rice meal” por US$6, barato para os padrões locais, um saboroso prato muito consumido por lá.

Minha rápida visita terminaria no final da tarde, porque já embarcava para Bali, meu destino por mais alguns dias. E é de lá que continuarei a narrar as minhas férias.

No comments:

Post a Comment