- Na Índia, para proteção, os bebês são pintados com kajal (com uma pinta preta, às vezes contornam as sobrancelhas ou outros) contra o “mal-olhado”.
- Comprei um pullover feito na Índia: na etiqueta vem escrita a instrução “Wash when dirty” (agora ninguém explica o que é considerado "dirty" a eles).
- As mulheres casadas usam um ponto vermelho no centro da testa. Já os homens não tem como ser identificados se solteiros ou casados.
- É proibido ao médico divulgar o sexo do bebê na Índia: ter um menino ainda é importante para as famílias mais tradicionais e criaram a lei para evitar o aborto. Se um casal quiser saber o sexo de seu filho terá que ir a Abu Dabi.
- Nas poucas chances de andar em meio ao povo, por ser ocidental e diferente, as pessoas ficam tirando fotos, filmando e, não muito agradavelmente, me tocam como se fosse para “experimentar”!
Sunday, January 30, 2011
Delhi – 27/jan
Último dia na incrível e contrastante Índia. Nova Delhi ou Delhi é a capital e também mais cosmopolita cidade pela qual passei nesta viagem. Ruas largas e arborizadas, uma constante névoa cobrindo a cidade durante o inverno não disfarçava a poluição. A miséria explícita e a sujeira não mais chocam, já fazem parte das expectativas do turista.
Após algumas confusões do agente local, finalmente consegui encontrar o guia, um rapaz bem jovem que me acompanhou durante todo o dia em Delhi. Não consegui entrar no lugar onde o Gandhi foi cremado nem caminhar pelos ministérios devido às comemorações da República e preparações para outro feriado próximo.
Visitei uma mesquita indiana, esta diferente das muçulmanas que havia visto em outros países. O “tomador de conta” no estacionamento de sapatos estava presente para assessorar os visitantes e assim ganhar suas Rúpias.
Após visitar a fortaleza vermelha (Red Fort), fui ao Qutb Minar – monumento famoso com uma torre e minareto de mais de 800 anos erguido pelo primeiro sultão de Delhi. Passei também pelo Lodhi Gardens, onde encontrei algumas tumbas que mais pareciam templos. Dei uma volta ao redor do Índia Gate, um arco construído em memória aos soldados indianos mortos na Guerra Mundial.
À tarde fui ao Connaught Place, um “hub” colonial de lojas e restaurantes, onde almocei no elegante United House (ou seria Coffee House?). Mais uma ótima indicação do meu amigo Sameer. Lá mesmo estava o Cottage Emporium, uma loja de artigos “oficiais” do Governo, a preços fixos e bem convidativos, além de uma variedade imensa de itens. Infelizmente, já tinha comprado praticamente tudo de que “precisava” e só vale registrar a dica de que nesta loja há de tudo, se resistir, não compre nada em nenhum outro lugar do norte da Índia e reserve tempo para vir sem o seu guia (eles ganham comissões em todas as lojas que nos levam, exceto as do Governo, por isto não querem nos levar nelas).
Durante o tour, tive a oportunidade de conversar com o guia e perguntar sobre seus costumes. Ele me disse ser da casta dos Brâmanes, ainda não ser casado e nunca ter namorado. Ele pensa em breve em colocar um anúncio no jornal para encontrar sua futura mulher, pois na faculdade ou escola não havia ninguém da sua casta que lhe tivesse interessado e, dado que sua família é muito tradicional, ele só irá casar com outro Brâmane. Perguntei a ele se caso encontrasse uma menina interessante que não fosse da sua casta, se ele se casaria com ela – a resposta foi um “claro que não, não pretendo dar ‘upgrade’ de casta para ninguém” – disse ele. De igual maneira, ele disse que não se senta à mesa com pessoas de castas inferiores, muito menos os “intocáveis”, a casta dos Sudras, os quais ele nem chega perto. Perguntei como consideravam estrangeiros, no caso os turistas são considerados da casta alta - deve ser verdade pois eu o convidei para almoçar e ele sentou-se na mesa comigo.
O Governo reserva algumas vagas para castas baixas no congresso, mas ainda levará muitas décadas até que haja uma mudança na cultura e em todo o sistema de castas. Na IBM Índia é proibido mencionar castas ou discriminar alguém por isto, segundo me informaram, mas a verdade na rua não é esta, como cito aqui o exemplo do meu guia.
Após algumas confusões do agente local, finalmente consegui encontrar o guia, um rapaz bem jovem que me acompanhou durante todo o dia em Delhi. Não consegui entrar no lugar onde o Gandhi foi cremado nem caminhar pelos ministérios devido às comemorações da República e preparações para outro feriado próximo.
Visitei uma mesquita indiana, esta diferente das muçulmanas que havia visto em outros países. O “tomador de conta” no estacionamento de sapatos estava presente para assessorar os visitantes e assim ganhar suas Rúpias.
Após visitar a fortaleza vermelha (Red Fort), fui ao Qutb Minar – monumento famoso com uma torre e minareto de mais de 800 anos erguido pelo primeiro sultão de Delhi. Passei também pelo Lodhi Gardens, onde encontrei algumas tumbas que mais pareciam templos. Dei uma volta ao redor do Índia Gate, um arco construído em memória aos soldados indianos mortos na Guerra Mundial.
À tarde fui ao Connaught Place, um “hub” colonial de lojas e restaurantes, onde almocei no elegante United House (ou seria Coffee House?). Mais uma ótima indicação do meu amigo Sameer. Lá mesmo estava o Cottage Emporium, uma loja de artigos “oficiais” do Governo, a preços fixos e bem convidativos, além de uma variedade imensa de itens. Infelizmente, já tinha comprado praticamente tudo de que “precisava” e só vale registrar a dica de que nesta loja há de tudo, se resistir, não compre nada em nenhum outro lugar do norte da Índia e reserve tempo para vir sem o seu guia (eles ganham comissões em todas as lojas que nos levam, exceto as do Governo, por isto não querem nos levar nelas).
Durante o tour, tive a oportunidade de conversar com o guia e perguntar sobre seus costumes. Ele me disse ser da casta dos Brâmanes, ainda não ser casado e nunca ter namorado. Ele pensa em breve em colocar um anúncio no jornal para encontrar sua futura mulher, pois na faculdade ou escola não havia ninguém da sua casta que lhe tivesse interessado e, dado que sua família é muito tradicional, ele só irá casar com outro Brâmane. Perguntei a ele se caso encontrasse uma menina interessante que não fosse da sua casta, se ele se casaria com ela – a resposta foi um “claro que não, não pretendo dar ‘upgrade’ de casta para ninguém” – disse ele. De igual maneira, ele disse que não se senta à mesa com pessoas de castas inferiores, muito menos os “intocáveis”, a casta dos Sudras, os quais ele nem chega perto. Perguntei como consideravam estrangeiros, no caso os turistas são considerados da casta alta - deve ser verdade pois eu o convidei para almoçar e ele sentou-se na mesa comigo.
O Governo reserva algumas vagas para castas baixas no congresso, mas ainda levará muitas décadas até que haja uma mudança na cultura e em todo o sistema de castas. Na IBM Índia é proibido mencionar castas ou discriminar alguém por isto, segundo me informaram, mas a verdade na rua não é esta, como cito aqui o exemplo do meu guia.
Wednesday, January 26, 2011
Casamento à indiana
Estou num hotel que se diz quatro estrelas em Delhi (talvez com esforço considerando que o staff é atenciosíssimo daria três) e hoje de manhã liguei para o agente de turismo pedindo para mudar de hotel. A água quente não durou mais de um minuto na noite anterior e fiquei tremendo na cama por meia hora depois do banho gelado. O quarto é bem sujo, o lençol rasgado... enfim, um padrão muito diferente do nosso. O resultado disto foi que um minuto após minha ligação apareceu o gerente acompanhado de mais duas pessoas na porta do meu quarto para entender o que havia. Expliquei o problema no aquecedor e mostrei a sujeira. Deu até dó... eles são tão tão tão atenciosos que fiquei até com vergonha de reclamar – mas a verdade é que para o padrão deles isso aqui é um luxo. Difícil explicar! Acabei ficando no hotel...
Mas tudo tem um lado positivo. Agora à noite vi o hotel sendo enfeitado e disseram que teria um casamento. Convidaram-me para participar do evento e não consegui negar, estava louca para ver! Não tem nada de triunfal ou organizado, as mulheres estavam vestidas na maioria com lindos sáris. De repente começa a tocar uma música bem alta, os homens vão para a pista de dança, enquanto que no “altar” a família da noiva troca presentes (sáris) com a família do noivo. E o noivo fica sentado com cara de tédio assistindo a tudo. A noiva entra, algumas pessoas cumprimentam, outras estão sentadas, é tudo muito “normal” e bagunçado. De repente, as mulheres começam a subir no altar e entregar doces e cestas de frutas – e a noiva tem que dar mordidinha em tudo, coitada! Depois é a vez dos homens. Enquanto isso, a molecada dança na pista e a comida está sendo servida. A cerimônia de troca de alianças é feita e no meio disto anunciam que o jantar está sendo servido no salão ao lado. Metade dos convidados sai do salão e os noivos tiram fotos com os convidados. Nenhum deles demonstra estar nem extremamente feliz, muito menos apaixonado. Normalmente os casamentos são acertados muito rapidamente e os noivos mal se conhecem, então isso me pareceu muito natural.
Os indianos são realmente muito acolhedores e simpáticos, o dono do hotel era parente da noiva e queria que eu ficasse para jantar com eles de qualquer jeito. Eu agradeci imensamente, mas já satisfeita com a experiência, sai à francesa. Bom, adorei. Agora vou tentar tomar um banho quente e tapar os ouvidos, porque a música alta está rolando...
Mas tudo tem um lado positivo. Agora à noite vi o hotel sendo enfeitado e disseram que teria um casamento. Convidaram-me para participar do evento e não consegui negar, estava louca para ver! Não tem nada de triunfal ou organizado, as mulheres estavam vestidas na maioria com lindos sáris. De repente começa a tocar uma música bem alta, os homens vão para a pista de dança, enquanto que no “altar” a família da noiva troca presentes (sáris) com a família do noivo. E o noivo fica sentado com cara de tédio assistindo a tudo. A noiva entra, algumas pessoas cumprimentam, outras estão sentadas, é tudo muito “normal” e bagunçado. De repente, as mulheres começam a subir no altar e entregar doces e cestas de frutas – e a noiva tem que dar mordidinha em tudo, coitada! Depois é a vez dos homens. Enquanto isso, a molecada dança na pista e a comida está sendo servida. A cerimônia de troca de alianças é feita e no meio disto anunciam que o jantar está sendo servido no salão ao lado. Metade dos convidados sai do salão e os noivos tiram fotos com os convidados. Nenhum deles demonstra estar nem extremamente feliz, muito menos apaixonado. Normalmente os casamentos são acertados muito rapidamente e os noivos mal se conhecem, então isso me pareceu muito natural.
Os indianos são realmente muito acolhedores e simpáticos, o dono do hotel era parente da noiva e queria que eu ficasse para jantar com eles de qualquer jeito. Eu agradeci imensamente, mas já satisfeita com a experiência, sai à francesa. Bom, adorei. Agora vou tentar tomar um banho quente e tapar os ouvidos, porque a música alta está rolando...
Delhi – 25 e 26/jan
Banne Singh, o motorista, e eu partimos umas 8h30 de Jaipur para a grande cidade de Delhi. Quase sete horas entre carros puxados por camelos, “rickshaws” (uma típica charrete puxada por uma bicicleta), “Autos” (Tuc-Tuc), carros, caminhões, macacos, porcos, vacas, ovelhas e até elefantes numa desorientada direção para rodar pouco mais de 250 km de distância entre Jaipur e Delhi e finalmente chegar ao hotel Clarks Inn – por sinal uma porcaria! Um típico tráfego nos aguardava, mas desta vez entre ruas largas, arborizadas, numa cidade de personalidade cosmopolita com seus mais de quinze milhões de habitantes e a tradicional poluição e névoa do inverno.
Tomo um rickshaw para o shopping center que fica a poucos metros do hotel para almoçar no Mc Donalds – a salvação dos viajantes! Comi um Mc Veggie (sem alface ou maionese, claro), não era apimentado e se não fosse o coentro, estaria delicioso! À tarde saí para o Khan Market – um local bem arrumadinho com lojas de bons artigos e preços mais que atrativos com a liquidação de inverno que está acontecendo aqui.
Tinha programado um tour no dia 26 de janeiro, mas descobri que nesta data comemora-se a República na Índia e acabei fazendo um programa muito especial. O Sameer e sua gentil esposa me convidaram para tomar um “brunch” na casa deles – comi comida indiana de verdade! Após o brunch, fui a uma área onde se encontram pelo menos cinco shopping centers – sendo o destino de todos os indianos neste feriado, o tráfego era de horrorizar. Todos os estacionamentos lotados e pelo menos uma hora para avançar poucos metros. Consegui passear e encontrar alguns souvenires para os amigos. Retornei ao hotel e as ruas que tinham sido bloqueadas, especialmente preparadas parada, já estavam liberadas. Amanhã faço o último programa para conhecer a Delhi nova e antiga. Aguardem novidades!
Tomo um rickshaw para o shopping center que fica a poucos metros do hotel para almoçar no Mc Donalds – a salvação dos viajantes! Comi um Mc Veggie (sem alface ou maionese, claro), não era apimentado e se não fosse o coentro, estaria delicioso! À tarde saí para o Khan Market – um local bem arrumadinho com lojas de bons artigos e preços mais que atrativos com a liquidação de inverno que está acontecendo aqui.
Tinha programado um tour no dia 26 de janeiro, mas descobri que nesta data comemora-se a República na Índia e acabei fazendo um programa muito especial. O Sameer e sua gentil esposa me convidaram para tomar um “brunch” na casa deles – comi comida indiana de verdade! Após o brunch, fui a uma área onde se encontram pelo menos cinco shopping centers – sendo o destino de todos os indianos neste feriado, o tráfego era de horrorizar. Todos os estacionamentos lotados e pelo menos uma hora para avançar poucos metros. Consegui passear e encontrar alguns souvenires para os amigos. Retornei ao hotel e as ruas que tinham sido bloqueadas, especialmente preparadas parada, já estavam liberadas. Amanhã faço o último programa para conhecer a Delhi nova e antiga. Aguardem novidades!
Tuesday, January 25, 2011
Jaipur – 24/jan
Hoje foi o dia do tour em Jaipur, conhecida também como Pink City devido ao fato de ter sido toda pintada de rosa na ocasião da visita de um rei. Capital do Rajasthan, esta grande cidade de cinco milhões de habitantes é também bastante poluída e possui diversos templos escondidos pela cidade.
Primeiramente visitei o exótico Amber Fort, um exótico palácio ao qual cheguei transportada por um pobre elefante todo decorado com pinturas coloridas. Com várias passagens labirínticas, o palácio possui inúmeras escadas que fingem ser entradas de aposentos e dão em muros, corredores que chegam a lugar nenhum e passagens com várias portas que serviam para confundir os inimigos – e não raramente os turistas se perdem lá dentro. O palácio possui influência muçulmana e é todo simétrico, bem como o Taj Mahal. Uma ala decorada com espelhos belgas brilha e encanta, enquanto que ao lado oposto do pátio paredes decoradas com relevos e pinturas de altíssima delicadeza e perfeição competem em beleza e harmonia. O jardim tem um desenho igual ao das paredes, revelando a simetria das formas. A paisagem montanhosa é cortada por uma grande muralha – o guia brinca que é a da China.
Retorno à Jaipur antiga, onde pude visitar no City Palace o Hawa Majal – uma construção que imita um palácio do lado de fora, mas na verdade é um muro pink com vários “furos” de onde as rainhas e o rei podiam contemplar as procissões da rua sem serem vistos pela multidão. Depois tive a oportunidade de visitar esse “muro” por dentro, subi várias rampas e tive a visão do rei. Impressionante como esse exótico lugar é caprichosamente decorado e possuía lugares para crianças pequenas, crianças maiores, para a rainha e para o rei, cada um com buracos em meio a vidros coloridos e paredes furadinhas com perfeita visão da rua.
Não menos interessante foi conhecer o Jantar Mantar, o maior observatório astronômico feito ao ar livre em 1728 pelo Maharaja Jai Singh, conhecido como ¼ - a explicação é que ele fez a cidade ampliar ¼ e era também muito inteligente. Encontramos neste palácio e no Amber duas bandeiras: uma pequena em cima da outra representando o ¼ que ele construiu. O observatório possui um gigante relógio de sol, enormes calculadoras da posição dos planetas e graciosas esculturas representando os signos solares, mas tudo com propósito astronômico e contemplativo.
No final da tarde fui ao templo Birla, dizem ser uma das maiores atrações de Jaipur. O mármore branco iluminado o torna ainda mais radiante à noite, quando tive a oportunidade de contemplá-lo também. O templo foi construído em 1988 e é dedicado aos deuses Vishnu (preservador) e a Lakshimi (fortuna). Depois disto, e acompanhada do paciente motorista, fui a uma das lojas do governo para comprar alguns presentinhos a “preço fixo”. Confirmei que fui extorquida em Agra... Amanhã parto cedo para uma longa viagem a Delhi, meu último destino aqui na Índia. Namastê!
Primeiramente visitei o exótico Amber Fort, um exótico palácio ao qual cheguei transportada por um pobre elefante todo decorado com pinturas coloridas. Com várias passagens labirínticas, o palácio possui inúmeras escadas que fingem ser entradas de aposentos e dão em muros, corredores que chegam a lugar nenhum e passagens com várias portas que serviam para confundir os inimigos – e não raramente os turistas se perdem lá dentro. O palácio possui influência muçulmana e é todo simétrico, bem como o Taj Mahal. Uma ala decorada com espelhos belgas brilha e encanta, enquanto que ao lado oposto do pátio paredes decoradas com relevos e pinturas de altíssima delicadeza e perfeição competem em beleza e harmonia. O jardim tem um desenho igual ao das paredes, revelando a simetria das formas. A paisagem montanhosa é cortada por uma grande muralha – o guia brinca que é a da China.
Retorno à Jaipur antiga, onde pude visitar no City Palace o Hawa Majal – uma construção que imita um palácio do lado de fora, mas na verdade é um muro pink com vários “furos” de onde as rainhas e o rei podiam contemplar as procissões da rua sem serem vistos pela multidão. Depois tive a oportunidade de visitar esse “muro” por dentro, subi várias rampas e tive a visão do rei. Impressionante como esse exótico lugar é caprichosamente decorado e possuía lugares para crianças pequenas, crianças maiores, para a rainha e para o rei, cada um com buracos em meio a vidros coloridos e paredes furadinhas com perfeita visão da rua.
Não menos interessante foi conhecer o Jantar Mantar, o maior observatório astronômico feito ao ar livre em 1728 pelo Maharaja Jai Singh, conhecido como ¼ - a explicação é que ele fez a cidade ampliar ¼ e era também muito inteligente. Encontramos neste palácio e no Amber duas bandeiras: uma pequena em cima da outra representando o ¼ que ele construiu. O observatório possui um gigante relógio de sol, enormes calculadoras da posição dos planetas e graciosas esculturas representando os signos solares, mas tudo com propósito astronômico e contemplativo.
No final da tarde fui ao templo Birla, dizem ser uma das maiores atrações de Jaipur. O mármore branco iluminado o torna ainda mais radiante à noite, quando tive a oportunidade de contemplá-lo também. O templo foi construído em 1988 e é dedicado aos deuses Vishnu (preservador) e a Lakshimi (fortuna). Depois disto, e acompanhada do paciente motorista, fui a uma das lojas do governo para comprar alguns presentinhos a “preço fixo”. Confirmei que fui extorquida em Agra... Amanhã parto cedo para uma longa viagem a Delhi, meu último destino aqui na Índia. Namastê!
Sunday, January 23, 2011
Índia - Curiosidades
- O povo indiano é surpreendentemente solícito, amigável, sempre pronto para servir.
- Balançar a cabeça para um lado (ou de um lado para outro – orelha em direção ao ombro) quer dizer “sim” ou “ok” ou “vamos” – muito esquisito!
- Comi uma bolacha doce com orégano – simplesmente horrível!
- Até o chocolate Lindt tem uma versão com pimenta vendida no aeroporto de Delhi!
- A buzina é utilizada o tempo todo, os indianos não se insultam e raramente gesticulam para “xingar” o outro motorista, usam mesmo é a buzina como seta, cuidado - vou entrar!, já entrei!, saí daí vaca!, xô camelo!, pedestre sai da frente! e outros sinais de trânsito. Não tem faixa nas ruas, a teoria do caos aqui é plenamente aplicável – e não é que eles encontram uma “organização” em tudo isto? Pelo menos não vi nenhum acidente, mas quase vi milhares! Passeio definitivamente “com emoção”!
- Urinar nos muros, bem como defecar em qualquer lugar é normal, mas tem que respeitar os sinais “Do not urinate here”.
- Triste, mas o povo cheira a fezes... papel higiênico aqui é artigo de luxo, eles não usam. Aliás, higiene aqui é algo não cultivado / admirado / aplicado.
- falando em higiene, o indiano come com a mão. Na saída do templo de Krishna estavam servindo um tipo de arroz doce – as pessoas pegam e se servem com as mãos aquele creme, sem nem pensar em lavar as mãos imundas. Quanta resistência a bactérias e tudo o mais que esse povo tem!
- Água somente a mineral vendida no hotel. E olhe lá! Suco, gelo, saladas, nem pensar!
- Arrotar é algo normal para os indianos. O motorista arrota o tempo todo – tenho vontade de falar “seu porco!!!”.
- Trouxeram camelos do deserto para puxar carroça aqui na região de Agra e Jaipur. Coitados...
- Todos caminhões tem a frase “blow horn” (toque a buzina) no pára-choque.
- É comum procurar marido / esposa pelo jornal. Os candidatos publicam seu currículo e esperam pelo contato do seu par. Trocam fotos e podem marcar uma reunião – com a presença de toda família, claro – para se conhecerem. Se acharem que tem a ver, podem já dizer sim e marcar o casamento. O Sameer, meu colega, acabou conhecendo a esposa através de um parente que a apresentou. Disse que teve dois encontros com as famílias presentes, ambos aceitaram casar-se e, depois de uma semana de namoro, casaram-se. O casamento aqui é como apostar em um jogo... só que divórcio não é aceito, portanto, se perder, dançou...
- Vestir branco é sinal de luto, o preto de protesto (político). As noivas usam vestidos vermelhos, lindíssimos.
- O vinho tinto é simplesmente “intomável”, tem gosto de sal (enólogos, ajudem-me!). Anote a marca* para nunca querer ter idéia de comprar: Satori (uva Merlot).
*Peço ao Log que me perdoe, pois já me explicou que vinho não tem marca, tem safra e outras denominações mais chiques que desconheço. Só sei dizer se gosto ou não!
- Balançar a cabeça para um lado (ou de um lado para outro – orelha em direção ao ombro) quer dizer “sim” ou “ok” ou “vamos” – muito esquisito!
- Comi uma bolacha doce com orégano – simplesmente horrível!
- Até o chocolate Lindt tem uma versão com pimenta vendida no aeroporto de Delhi!
- A buzina é utilizada o tempo todo, os indianos não se insultam e raramente gesticulam para “xingar” o outro motorista, usam mesmo é a buzina como seta, cuidado - vou entrar!, já entrei!, saí daí vaca!, xô camelo!, pedestre sai da frente! e outros sinais de trânsito. Não tem faixa nas ruas, a teoria do caos aqui é plenamente aplicável – e não é que eles encontram uma “organização” em tudo isto? Pelo menos não vi nenhum acidente, mas quase vi milhares! Passeio definitivamente “com emoção”!
- Urinar nos muros, bem como defecar em qualquer lugar é normal, mas tem que respeitar os sinais “Do not urinate here”.
- Triste, mas o povo cheira a fezes... papel higiênico aqui é artigo de luxo, eles não usam. Aliás, higiene aqui é algo não cultivado / admirado / aplicado.
- falando em higiene, o indiano come com a mão. Na saída do templo de Krishna estavam servindo um tipo de arroz doce – as pessoas pegam e se servem com as mãos aquele creme, sem nem pensar em lavar as mãos imundas. Quanta resistência a bactérias e tudo o mais que esse povo tem!
- Água somente a mineral vendida no hotel. E olhe lá! Suco, gelo, saladas, nem pensar!
- Arrotar é algo normal para os indianos. O motorista arrota o tempo todo – tenho vontade de falar “seu porco!!!”.
- Trouxeram camelos do deserto para puxar carroça aqui na região de Agra e Jaipur. Coitados...
- Todos caminhões tem a frase “blow horn” (toque a buzina) no pára-choque.
- É comum procurar marido / esposa pelo jornal. Os candidatos publicam seu currículo e esperam pelo contato do seu par. Trocam fotos e podem marcar uma reunião – com a presença de toda família, claro – para se conhecerem. Se acharem que tem a ver, podem já dizer sim e marcar o casamento. O Sameer, meu colega, acabou conhecendo a esposa através de um parente que a apresentou. Disse que teve dois encontros com as famílias presentes, ambos aceitaram casar-se e, depois de uma semana de namoro, casaram-se. O casamento aqui é como apostar em um jogo... só que divórcio não é aceito, portanto, se perder, dançou...
- Vestir branco é sinal de luto, o preto de protesto (político). As noivas usam vestidos vermelhos, lindíssimos.
- O vinho tinto é simplesmente “intomável”, tem gosto de sal (enólogos, ajudem-me!). Anote a marca* para nunca querer ter idéia de comprar: Satori (uva Merlot).
*Peço ao Log que me perdoe, pois já me explicou que vinho não tem marca, tem safra e outras denominações mais chiques que desconheço. Só sei dizer se gosto ou não!
Índia, Agra – Taj Mahal e Fatehpur Sikri – 23/jan
Sete horas da manhã. Já nem sei o que significa dormir bem, mas estava tão animada para ver uma das maravilhas do mundo ao sair o sol que mal senti o cansaço. Agra no inverno tem muita névoa, proporcionando um ar de magia adicional ao Taj Mahal. Driblando vendedores de tudo quanto é tralha e motoristas de triciclos oferecendo-se insistentemente para ganhar a “corrida”, consegui caminhar um quilômetro com o guia para chegar ao grande monumento. O pátio que antecede o Taj é um lindo jardim com arcos de pedras avermelhadas e uma entrada suntuosa anuncia o esplendor do lindo mausoléu, construído em homenagem à esposa preferida de Shah Jahan, morta em 1631 (essa parece ser a versão romântica mais contada por aqui, ouvi falar que há outras). Acho que tirei umas cem fotos de todos os ângulos possíveis, ao despontar o sol, as cores do Taj mudam, as pedras pretas brilham como diamantes e cada movimento do sol o torna mais fascinante. Fiquei sem fôlego e cheguei a emocionar-me com tanta austeridade e beleza, de longe, o mármore branco impõe sua presença, de perto, os relevos trabalhados no mármore e os mosaicos de flores feitas com pedras preciosas conferem uma delicadeza e nobreza indescritíveis.
Ainda sob o efeito daquela maravilha, fui levada a uma loja de artigos feitos de mármore talhado com tudo que se pode imaginar a preços exorbitantes. Acabei saindo de lá carregando uma pequena réplica do Taj Mahal e ainda “ganhei” uma caixinha do vendedor da loja, que baixou o preço para mais da metade (e ainda acho que paguei uma fortuna – turista deveria ter uma união internacional para ser protegido destes abusos) porque, de acordo com o vendedor, eu fui a primeira - sic. e linda - cliente do dia. E ainda teve a cara-de-pau de despedir-se dizendo “bye girlfriend”! Tendo um tipo incomum para o oriente, acabo sendo alvo de assédios e da gente do povo que vem pedir para tirar fotos comigo. Desta vez, aproveitei e também pedi para tirar fotos com eles com suas vestimentas coloridas e tão diferentes das nossas.
Em seguida, segui a Fathepur Sikri e um novo guia – deste não gostei nada – me acompanhou no local. Atravessando um mar de ambulantes (já estou aprendendo a andar reto, não olhar na cara e só dizer NO), deixei meu tênis com um “tomador de conta” entre os milhares de pares e entrei na antiga cidade dos Mughals, construída em 1571. Dizem que foi construída para homenagear a única esposa que deu um filho ao rei Akbar. Ele era casado com uma hindu, uma cristã e outra muçulmana, em todos os lugares encontramos alguma decoração que lembra as três religiões. Já no alto de um morro tem o palácio, onde se encontra uma mesquita e o mausoléu Jama Masjid do santo sufi para o qual o rei pediu ajuda para ter filhos e foi abençoado.
Saindo dali, o guia que estava bem apressado, acabou me deixando “à vontade” para fazer compras na loja de seu amigo – claro que para ganhar sua comissão. Os preços também eram exorbitantes, mas acabei negociando duas pecinhas por um quarto do preço e achei que estava razoável. Ledo engano. Ainda vi depois os mesmos artigos pela metade... estou me sentindo a própria toupeira!
Mais longas horas de viagem, almoço às 15h30 na estrada em um “motel” aonde vão todos turistas. Mesmo morrendo de fome, só consegui pedir uma tostada de queijo e ainda achei bem cara para os padrões, mas foi a única opção de restaurante desde que tinha saído de Agra. Mais uma lojinha lá dentro, preços bem mais em conta, mas ainda assim exploradores. Mais duas horas e finalmente chego a Jaipur, uma cidade grande, como todas caótica, com camelos, carros, motos, tuc-tucs, vacas, pedestres, ônibus, caminhões, todos surgindo de qualquer direção e buzinando sem parar. Coisa de maluco mesmo! Cheguei ao hotel (ganhei um upgrade para um cinco estrelas) e como a rede não está funcionando, vim adiantar o tema do meu blog de férias e vou aproveitar para descansar mais cedo hoje. Amanhã tem mais!
Ainda sob o efeito daquela maravilha, fui levada a uma loja de artigos feitos de mármore talhado com tudo que se pode imaginar a preços exorbitantes. Acabei saindo de lá carregando uma pequena réplica do Taj Mahal e ainda “ganhei” uma caixinha do vendedor da loja, que baixou o preço para mais da metade (e ainda acho que paguei uma fortuna – turista deveria ter uma união internacional para ser protegido destes abusos) porque, de acordo com o vendedor, eu fui a primeira - sic. e linda - cliente do dia. E ainda teve a cara-de-pau de despedir-se dizendo “bye girlfriend”! Tendo um tipo incomum para o oriente, acabo sendo alvo de assédios e da gente do povo que vem pedir para tirar fotos comigo. Desta vez, aproveitei e também pedi para tirar fotos com eles com suas vestimentas coloridas e tão diferentes das nossas.
Em seguida, segui a Fathepur Sikri e um novo guia – deste não gostei nada – me acompanhou no local. Atravessando um mar de ambulantes (já estou aprendendo a andar reto, não olhar na cara e só dizer NO), deixei meu tênis com um “tomador de conta” entre os milhares de pares e entrei na antiga cidade dos Mughals, construída em 1571. Dizem que foi construída para homenagear a única esposa que deu um filho ao rei Akbar. Ele era casado com uma hindu, uma cristã e outra muçulmana, em todos os lugares encontramos alguma decoração que lembra as três religiões. Já no alto de um morro tem o palácio, onde se encontra uma mesquita e o mausoléu Jama Masjid do santo sufi para o qual o rei pediu ajuda para ter filhos e foi abençoado.
Saindo dali, o guia que estava bem apressado, acabou me deixando “à vontade” para fazer compras na loja de seu amigo – claro que para ganhar sua comissão. Os preços também eram exorbitantes, mas acabei negociando duas pecinhas por um quarto do preço e achei que estava razoável. Ledo engano. Ainda vi depois os mesmos artigos pela metade... estou me sentindo a própria toupeira!
Mais longas horas de viagem, almoço às 15h30 na estrada em um “motel” aonde vão todos turistas. Mesmo morrendo de fome, só consegui pedir uma tostada de queijo e ainda achei bem cara para os padrões, mas foi a única opção de restaurante desde que tinha saído de Agra. Mais uma lojinha lá dentro, preços bem mais em conta, mas ainda assim exploradores. Mais duas horas e finalmente chego a Jaipur, uma cidade grande, como todas caótica, com camelos, carros, motos, tuc-tucs, vacas, pedestres, ônibus, caminhões, todos surgindo de qualquer direção e buzinando sem parar. Coisa de maluco mesmo! Cheguei ao hotel (ganhei um upgrade para um cinco estrelas) e como a rede não está funcionando, vim adiantar o tema do meu blog de férias e vou aproveitar para descansar mais cedo hoje. Amanhã tem mais!
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